20091118

"The blood is the life... and it shall be mine."

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Hoje vi um carinha lendo O vampiro rei, daquele tal de André Vianco, no ponto de ônibus e comecei a divagar sobre por que as pessoas se fascinam tanto por histórias vampirescas, de Nosferatu a Crepúsculo, passando por Bram Stocker e Anne Rice.
 
Por que será que a mitologia vampiresca atrai tanto interesse? Será o charme e a sensualidade vampírica? O anseio pela imortalidade? As bizarrices de beber sangue, dormir em caixões e fugir da luz do sol? Eu não sei a resposta. Sei que algumas histórias de vampiros renderam belos filmes ou livros interessantes. Dracula de Bram Stocker, dirigido pelo Coppola, é uma obra-prima. Fome de viver, com Susan Sarandon, Catherine Deneuve e David Bowie, mostra ao máximo o charme vampiresco.
Entrevista com o vampiro beira o pastelão, mas também rendeu um filme interessante. Daí a dedicar-se a leitura integral de obras da Anne Rice é demais.
E, no outro oposto, temos verdadeiros desperdícios de película e de celulose: Dracula 2000 (uuuuugh) a saga Crepúsculo (uuuuuugh) e outros entretenimentos que ofendem a inteligência.
 
Para mim, o mais fascinante na mitologia vampírica é ver como o público quase que integralmente passa a simpatizar com o vilão, o que é raríssimo em outras histórias. Quem torceu pelo personagem bananão do Keanu Reeves no filme do Coppola? Ninguém.
 
Deneuve e Bowie em The hunger: luxo total.